A Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP) concluiu nesta sexta-feira o balanço sobre a saída temporária de cerca de 20 mil detentos para passar o feriado prolongado da Páscoa com seus familiares. No total, 1.173 presos não regressaram às unidades prisionais. O índice de abandono, de 5,87%, foi considerado pela SAP como dentro da média de saídas anteriores. A maior parte dos beneficiados deixou as unidades prisionais na quinta-feira, com o compromisso de retorno para as 17h da segunda-feira. Alguns foram monitorados eletronicamente por tornozeleiras que indicavam as suas localizações via GPS. Muitos dos que não retornaram se envolveram em crimes e foram presos em flagrante. Outros abandonaram os equipamentos e fugiram, como foi o caso dos sentenciados Ronny Justiliano Rebollo e Adolfo Menacho Cardoso, ambos removidos da penitenciária de Itaí para o anexo Presidente Prudente, 565 km a oeste de São Paulo. A dupla deixou a Penitenciária Wellington Rodrigo Segura, no distrito de Montalvão, em Presidente Prudente, em ônibus fretados pelos próprios presos. Na primeira parada, eles foram até um sanitário, arrancaram as tornozeleiras e as jogaram na lixeira do box do banheiro. Os equipamentos foram encontrados pelos funcionários do local, que avisaram a Polícia Militar. Os objetos foram apreendidos, mas a dupla não foi localizada. A Páscoa é a primeira liberação do ano para os sentenciados, que têm direito a cinco saídas durante o ano: Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças ou Finados e fim do ano, que engloba Natal e Ano Novo. Tem direito à saída temporária o preso que cumpre pena em regime semiaberto e que, até a data da saída, tenha cumprido um sexto da pena total se for primário ou um quarto se for reincidente. É exigida, ainda, boa conduta carcerária. Fonte: Terra Brasil Comentários, critícas e sugestões, entrem em contato pelo e-mail cadeia21@bol.com.br ou pelo Formspring. |
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