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Pela primeira vez uma cerimônia de livramento condicional beneficiou coletivamente 65 presos do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe). A solenidade aconteceu na manhã desta sexta-feira (13), no auditório do Fórum Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJE). A sessão de concessão do benefício foi presidida pelo juiz Cláudio Rendeiro, que assumiu a 1ª Vara de Execução Penal na última segunda-feira (9) e analisou pedidos que haviam sido feitos e estavam parados. Durante a cerimônia, o magistrado declarou que este momento ficaria marcado no coração de cada egresso e explicou que o livramento condicional é concedido para o preso que cumpriu uma parte da pena, para cumprir a outra metade fora do cárcere, mediante algumas condições, entre elas comparecer mensalmente à Vara de Execuções Penais, obter uma ocupação lícita e não se ausentar da comarca. “Minha inquietação juntamente com a juíza auxiliar Marinez Arraes resultou na concessão deste benefício. Vocês serão tentados para retornar à vida ilícita, mas a atitude de dizer não está com cada um.Farei visitas mensais às unidades prisionais e não quero encontrá-los no cárcere”, disse o magistrado. O titular da Susipe, André Cunha, destacou que a superlotação carcerária é um problema nacional. Para minimizar o cenário, disse ele, existem três saídas: reduzir o fluxo de entrada por ações de políticas públicas efetivas e integradas, fazer com que presos que têm direito a benefícios sejam liberados e construir mais prisões. “Não é barato construir presídios. Além disso queremos investir em escolas, hospitais e creches.Os internos que estão nas centrais de triagens serão transferidos para ocupar o lugar de vocês”, reforçou. “Tudo tem seu tempo determinado, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de saltar de alegria”, destacou, emocionado, o egresso Gleison Souza, que representou todos os liberados condicionais. Como ele, o egresso Alexandre Figueiredo, 25 anos, que cumpriu pena por quatro, comemorou a liberdade. “Agora é um novo recomeço, outra vida com pensamento renovado. Quero ter um emprego para viver com dignidade ao lado da minha família”, declarou. Um grupo formado por mulheres familiares de detentos homenagearam a celeridade do juiz titular da 1ª Vara de Execuçao Penal. Esperançosas, desejaram que os benefícios alcancem os demais presos. No fim da cerimônia, técnicos da Divisão de Assistência Integrada da Susipe e da Fábrica Esperança orientaram os egressos sobre empregabilidade e cursos de qualificação. Texto: Fonte: Governo do Estado do Pará Comentários, critícas e sugestões, entrem em contato pelo e-mail cadeia21@bol.com.br ou pelo Formspring. |
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