Cadeias lotadas: atraso na obra em Taubaté gera problemas em outras unidades
A demora na entrega das obras de reforma do antigo Cadeião de Taubaté está prejudicando outras unidades prisionais da região. Em Guaratinguetá, por exemplo, a cadeia está superlotada e começa a enfrentar problemas estruturais.
Quase um ano e meio depois do início das obras, a reforma da Cadeia de Taubaté está longe de terminar. A obra se transformou em estacionamento para carros e motos. A reforma começou em novembro de 2010, depois que o local foi interditado. Laudos apontaram que o prédio não era seguro. O problema é que a empresa contratada não cumpriu o cronograma e abandonou os trabalhos no final do ano passado.
"Ela teve várias problemas durante a execução dessa obra", contou Edson Rovida, secretário de Obras.
Essa demora na entrega da reforma da Cadeia de Taubaté gera problemas também para a unidade de Guaratinguetá, já que os detentos da seccional taubateana são levados para a cidade. Em Guará, a cadeia tem capacidade para 64 presos, mas hoje abriga 113 homens.
Nossa equipe não foi autorizada a mostrar o interior da prisão. Mas, segundo a delegacia seccional de Guará, são 12 celas, de aproximadamente quatro metros quadrados. Cada uma abriga em média 12 detentos. A superlotação gera consequências para o prédio e para quem trabalha no local.
“O prédio é antiga e a gente está sempre tentando reformar parte elétrica, de estrutura, hidráulica", declarou Sandra Vergal, delegada da seccional.
Pelo projeto, o antigo Cadeião de Taubaté passará a ter apenas cinco celas. O espaço também deverá receber unidades administrativas da polícia, como a delegacia seccional. Segundo o secretário de obras, um novo processo de licitação para finalizar a reforma está em andamento. "Havendo um ganhador, devemos emitir uma ordem de serviço o mais rápido possível. O prazo hoje é de mais seis meses", contou. A secretaria de Segurança Pública informou que o convênio com a prefeitura de Taubaté foi prorrogado até o dia 31 de março.