Facções rivais comprometem a segurança no presídio de Itabuna (BA)"Você vê todo mundo falar: ou sou raio A, ou sou raio B. Quem é raio A eu vou matar. Aí se eu sou do raio B, eu vou matar". O depoimento é de um ex-detento que viveu o clima de terror do presídio dividido por duas facções rivais em Itabuna, município no sul da Bahia. Cada grupo ocupa uma ala do prédio construído para abrigar 480 presos, mas que hoje tem o dobro da ocupação. "Quando eles vão dar entrada no sistema prisional, que é feita revista, é feita a qualificação, eles geralmente indicam: 'eu pertenço ao grupo do raio A ou pertenço ao grupo do raio B ou não pertenço a nenhum grupo", diz o capitão Neimar da PM. A direção do presídio de Itabuna reconhece que os detentos das duas facções têm que ficar separados. "Se juntar hoje provavelmente poderá ocorrer algum conflito, como ocorreu no passado recente, que tivemos esses dois grupos aqui se enfrentando", pontua Fábio, diretor do presídio. "Acreditamos que seja em relação ao tráfico de drogas, a essa guerra que existe na cidade de Itabuna entre o raio A e o raio B, e por conta disso, esses indivíduos estão passando pela cidade, encontrando desafetos e efetuando disparos mortais", observa Moisés Damasceno, coordenador regional da polícia civil. Para um especialista em segurança pública, a rivalidade entre os grupos criminosos dentro e fora da cadeia surpreende em uma cidade de 200 mil habitantes. A Secretaria de Administração Penitenciária diz que vem acompanhando de perto a situação do presídio de Itabuna e que já tomou algumas medidas para amenizar o clima de tensão entre os detentos. Em nota, a Secretaria informou que uma das providências é o isolamento dos chefes desses grupos e lembra que não é permitido aos presos determinar áreas de exclusão na unidade. Fonte: G1 Comentários, critícas e sugestões, entrem em contato pelo e-mail cadeia21@bol.com.br ou pelo Formspring. |
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